quinta-feira, 19 de maio de 2011

Historia de Câncer de Próstata

             Segundo pesquisa realizada pelos estudantes do curso de oncologia geriátrica, a taxa bruta de mortalidade, em homens em algumas localização primarias- Brasil.
         Este trabalho verifica a importância da prevenção do câncer de próstata, neoplasia típica da população masculina na faixa etária dos 50 anos.


Fatores genéticos


Mais freqüente entre familiares de portadores de câncer de prostático.


Segundo, (Zaridze,1987) tem duas vezes mais incidência o negro americano que os homens brancos de contrair o câncer de próstata.

Quadro clinico

Assintomáticos

Diagnóstico por rastreamento (screening)

Sintomatologia na doença inicial: Irritação perineal (prostatismo)

Sintomatologia da doença avançada: Dores ósseas, hematúria, perda de peso, insuficiência renal, paraplegia.

Diagnóstico com exame clinico como:


  • Dosagem do psa-glico- proteínas
  • Ultrasonografia
  • Biopsia prostática

       Pesquisa no PSF, com maior esclarecimento sobre o assunto na população bem como o papel desempenhado pelo o enfermeiro que atua na estratégia saúde da família na prevenção e tratamento da doença, analisando os aspectos sociais, psicológicos e culturais que envolvem a população masculina, bem como mediante a responsabilidade dos profissionais de saúde e as políticas publicas de saúde, desenvolverem ações que possibilitem a integração na saúde do homem ao Programa Nacional de Câncer de Próstata, já que o mesmo é considerado como a quarta causa de morte após a década de vida.
      Através deste estudo, concluiu-se que homens da zona rural, possuem uma maior resistência a realização do exame preventivo do câncer de próstata do que os da zona urbana.

Disponivel em :

Faculdade Chistus Curso de oncologia geriátrica
Câncer de próstata fortaleza 28/01/11



MEMBROS:
  

Littyane Castro
Vera Lúcia Lucena
Maria Francisca

terça-feira, 10 de maio de 2011

III Semana de Enfermagem da Faculdade Vale do Salgado - FVS , Veja Participar!


FVS REALIZA MAIS UMA EDIÇÃO DOS ALUNOS EXCELENTES COM SUCESSO

A Faculdade Vale do Salgado realizou no dia 30 de abril de 2011, mais uma edição do Projeto Alunos Excelentes e Feira de Profissões. Os alunos  aproveitaram os mini-cursos gratuitos ministrados pelos coordenadores e professores dos cursos oferecidos pela Faculdade, que tem o objetivo de  orientar e facilitar a escolha profissional através do despertar de aptidões no  âmbito acadêmico. Essa edição do projeto contou com grande número de alunos vindos de várias cidades do Centro Sul Cearense que tiveram a oportunidade de conhecer a proposta pedagógica dos cursos e toda a  estrutura física oferecida pela Faculdade, como laboratórios, sala de  aula, biblioteca, auditório, etc.


Acessem agora mesmo o site da instituição e veja mais fotos - http://www.fvs.edu.br/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tratamento: paciente com insuficiência renal

            O Rim tem varias funções como remover as substancias indesejáveis do nosso corpo filtrando ureia e acido úrico. Reabsorver a albumina e sais desejáveis como o sódio, potássio e cálcio. Excretar substancias desnecessárias como o fosforo e o hidrogênio e ainda secretar hormônios para controle do volume da pressão arterial, do cálcio,fosforo e formação de hemácias. Quando isso não acontece algumas lesões acontecem. A insuficiência renal pode ser aguda ou crônica.
Chamamos de insuficiência renal a condição na qual os rins perdem capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

Alguns sintomas, embora nem todos sejam necessariamente consequências de problemas renais.
  • Alteração na cor da urina (fica parecida com coca-cola ou sanguinolenta)
  • Dor ou ardor quando estiver urinando
  • Passar a urinar toda hora
  • Levantar mais de uma vez à noite para urinar
  • Inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos
  • Dor lombar
  • Pressão sangüínea elevada
  • Anemia (palidez anormal)
  • Fraqueza e desânimo constante
  • Náuseas e vômitos freqüentes pela manhã

Tratamento


              O tratamento da insuficiência renal vai depender da fase em que o paciente se encontra. Caso seja uma insuficiência renal aguda do tipo pré renal recomenda-se fornecer volume na forma de solução salina, cuidando para evitar a sobrecarga e insuficiência cardíaca congestiva. Também é possível através de uma massagem melhorar. A insuficiência aguda pós renal,o tratamento consiste em desobstruir a saída da urina. Para o tipo renal, o melhor tratamento é a prevenção, tratando adequadamente a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e evitando medicamentos nefrotóxicos. As infecções devem ser prontamente tratadas para evitar suas complicações, portanto se você acha que se encontra com um desses quadros clínicos, procure imediatamente um nefrologista, pois ele é o profissional indicado para prescrever-te um tratamento. Existem tratamentos eficazes à base de Aloe Vera.

CURIOSIDADES


             Em todo o mundo, 500 milhões de pessoas sofrem de problemas renais e 1,5 milhão delas estão em diálise. As estatísticas revelam também que uma em cada dez pessoas no mundo sofre de doença renal crônica. De acordo com os dados, pacientes com esse tipo de doença têm 10 vezes mais riscos de morte prematura por doenças cardiovasculares. A estimativa é de que 12 milhões de pessoas no mundo morrem por ano de doenças cardiovasculares relacionadas a problemas renais crônicos.
Apenas 33% dos pacientes com insuficiencia renal cronica recebem tratamento adequado para a doença no Brasil. Os 67% restantes cerca de 100 mil doentes morrem antes mesmo de iniciar a dialise. 
            Especialistas relatam que o preparo do paciente renal é um dever do enfermeiro, e este deverá ser orgulhoso desta tarefa. Pois os enfermeiros devem agir como educadores naturais, independentemente de terem formação educacional para tal. Por isso fala-se em incluir na formação destes profissionais treinamento educacional.


Equipe:

Fellipe Leal
Nieli Batista
Tahyanne Castro
Thais Veríssimo


Histórico e Tratamento de Pacientes com Distúrbios Hepaticos Virais

                             INTRODUÇÃO
 
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no mundo
e no Brasil. Segundo estimativas, bilhões de pessoas já tiveram
contado com vírus das hepatites e milhões são portadores crônicos.
As equipes de atenção básica têm papel relevante no diagnóstico e
no acompanhamento das pessoas portadoras – sintomáticas ou não
– de hepatites. Para que possam exercer esse papel é necessário que
as equipes estejam aptas a identificar casos suspeitos, solicitar exames
laboratoriais adequados e realizar encaminhamentos a serviços de referência
dos casos indicados.

EPIDEMIOLOGIA

        As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos,
com tropismo primário pelo tecido hepático, que apresentam
características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais semelhantes,
porém, com importantes particularidades. 
            A distribuição das hepatites virais é universal, sendo que a magnitude dos diferentes tipos varia de região para região. No Brasil, também há grande variação regional na prevalência de cada um dos agentes etiológicos. As hepatites virais têm grande importância pelo número de indivíduos atingidos e pela possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas.

                 A principal via de contágio do vírus da hepatite A é a fecal-oral; por contato inter-humano ou através de água e alimentos contaminados.Contribui para a transmissão a estabilidade do vírus da hepatite A (HAV) no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes dos indivíduos infectados. A transmissão parenteral é rara, mas pode ocorrer se o doador estiver na fase de viremia do período de incubação. A disseminação está relacionada com o nível sócio-econômico da população, existindo variações regionais de endemicidade de acordo com o grau de saneamento básico, de educação sanitária e das condições de higiene da população. Em regiões menos desenvolvidas as pessoas são expostas ao HAV em idades mais precoces, apresentando formas subclínicas ou anictéricas, que ocorrem, mais freqüentemente, em crianças em idade pré-escolar. A doença é autolimitada e de caráter benigno. Menos de 1% dos casos pode evoluir para hepatite fulminante. Este percentual é maior em pacientes acima dos 65 anos.

     Pessoas que já tiveram hepatite A apresentam imunidade para esse tipo de agravo, mas permanecem susceptíveis às outras hepatites.

       A transmissão do vírus da hepatite B (HBV) se faz por via parenteral, e, sobretudo, pela via sexual, sendo considerada uma doença sexualmente transmissível. A transmissão vertical (materno-infantil) também é causa freqüente de disseminação do HBV. De maneira semelhante às outras hepatites, as infecções causadas pelo HBV são habitualmente anictéricas. Apenas 30% dos indivíduos apresentam a forma ictérica da doença, reconhecida clinicamente. Aproximadamente 5% a 10% dos indivíduos adultos infectados cronificam. Caso
a infecção ocorra por transmissão vertical, o risco de cronificação dos recém-nascidos de gestantes com evidências de replicação viral (HBe- Ag reagente e/ou HBV DNA > 104) é de cerca de 70 a 90%, e entre 10 a 40% nos casos sem evidências de replicação do vírus. Cerca de 70 a 90% das infecções ocorridas em menores de 5 anos cronificam e 20 a 25% dos casos crônicos com evidências de replicação viral evoluem
para doença hepática avançada (cirrose e hepatocarcinoma).

          O vírus da hepatite C (HCV) foi identificado por Choo e colaboradoresem 1989. O HCV é o principal agente etiológico da hepatite crônica anteriormente denominada hepatite não-A não-B. Sua transmissão ocorre principalmente por via parenteral. É importante ressaltar que, em percentual significativo de casos, não é possível identificar a via de infecção. São consideradas populações de risco acrescido para a infecção pelo HCV por via parenteral: indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993, usuários de drogas intravenosas ou usuários de cocaína inalada que compartilham os equipamentos de uso, pessoas com tatuagem, piercings ou que apresentem outras formas de exposição percutânea (p. ex. consultórios odontológicos, podólogos, manicures, etc., que não obedecem as normas
de biossegurança). A transmissão sexual é pouco freqüente, com menos de 3% em parceiros estáveis e, ocorre principalmente em pessoas com múltiplos parceiros e com prática sexual de risco (sem uso de preservativo), sendo que a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – constitui-se em um importante facilitador dessa transmissão.

              A transmissão de mãe para filho (vertical) é rara quando comparada à hepatite B. Entretanto, já se demonstrou que gestantes com carga viral do HCV elevada ou co-infectadas pelo HIV apresentam maior risco de transmissão da doença para os recém-nascidos. A cronificação ocorre em 70 a 85% dos casos, sendo que, em média, um quarto a um terço deles evolui para formas histológicas graves no período de 20 anos. O restante evolui de forma mais lenta e talvez nunca desenvolva hepatopatia grave. É importante destacar que o HCV já é o maior responsável por cirrose e transplante hepático no Mundo Ocidental.

               A hepatite D é causada pelo vírus da hepatite delta (HDV), podendo apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou até com formas graves. O HDV é um vírus defectivo, satélite do HBV, que precisa do HBsAg para realizar sua replicação. A infecção delta crônica é a principal causa de cirrose hepática em crianças e adultos jovens em áreas endêmicas da Itália, Inglaterra e na região amazônica do Brasil. Devido a sua dependência funcional em relação ao vírus da hepatite B, o vírus delta tem mecanismos de transmissão idênticos aos do HBV. Desta forma, a hepatite D pode ser transmitida através de solução de continuidade (pele e mucosa), relações sexuais desprotegidas, via parenteral (compartilhamento de agulhas e seringas, tatuagens, piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos, etc). A transmissão vertical pode ocorrer e depende da replicação do HBV. Outros líquidos orgânicos como sêmen, secreção vaginal e leite materno, também podem conter o vírus e constituir-se como fonte de infecção. Os portadores crônicos inativos são reservatórios importantes para a disseminação do vírus da hepatite delta em áreas de alta endemicidade de infecção pelo HBV.

                O vírus da hepatite E (HEV) é de transmissão fecal-oral. Esta via de transmissão favorece a disseminação da infecção nos países em desenvolvimento, onde a contaminação dos reservatórios de água mantém a cadeia de transmissão da doença. A transmissão interpessoal não é comum. Em alguns casos os fatores de risco não são identificados. A doença é autolimitada e pode apresentar formas clínicas graves, principalmente em gestantes.

           A vigilância epidemiológica das hepatites virais no Brasil utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação dos casos suspeitos, dos casos confirmados e dos surtos de hepatites virais.


DIAGNÓSTICO CLÍNICO

Os quadros clínicos agudos das hepatites virais são muito diversificados, variando desde formas subclínicas ou oligossintomáticas até formas fulminantes. A maioria dos casos cursa com predominância de fadiga, anorexia, náuseas, mal-estar geral e adinamia. Nos pacientes sintomáticos, o período de doença aguda se caracteriza pela presença de colúria, hipocolia fecal e icterícia. As aminotransferases (ALT/TGP e AST/TGO) são marcadores sensíveis de lesão do parênquima hepático, porém não são específicas para nenhum tipo de hepatite. A elevação da ALT/TGP geralmente é maior que da AST/TGO e já é encontrada durante o período prodrômico. Níveis mais elevados de ALT/TGP quando presentes não guardam correlação direta com a gravidade da doença. As aminotransferases, na fase mais aguda da doença, podem elevar-se dez vezes acima do limite superior da normalidade. Também são encontradas outras alterações inespecíficas como elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina e discreta linfocitose – eventualmente com atipia linfocitária.

          A hepatite crônica é assintomática ou oligossintomática na grande maioria dos casos. De modo geral, as manifestações clínicas aparecem apenas em fases adiantadas de acometimento hepático. Muitas vezes o diagnóstico é feito ao acaso, a partir de alterações esporádicas de exames de avaliação de rotina ou da triagem em bancos de sangue.

          Não existem manifestações clínicas ou padrões de evolução patognomônicos dos diferentes agentes. O diagnóstico etiológico só é possível por meio de exames sorológicos e/ou de biologia molecular.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

       Os testes de função hepática, especialmente os níveis séricos da ALT/ TGP e AST/TGO, apesar de serem indicadores sensíveis do dano do parênquima hepático, não são específicos para hepatites. Os exames específicos para o diagnóstico do tipo de infecção são os sorológicos e os de biologia molecular.

 TRATAMENTO


Hepatite Aguda

Não existe tratamento específico para as formas agudas das hepatites virais. O prognóstico é muito bom para hepatite A e E e a evolução resulta em recuperação completa. O uso de medicações sintomáticas para vômitos e febre deve ser realizado quando pertinente. Entretanto, faz-se necessária a máxima atenção quanto às medicações utilizadas, já
que se deve evitar o emprego de drogas que tenham potencial hepatotóxico.
        O repouso é medida imposta pela própria condição do paciente. A sua duração e intensidade, se absoluto ou não, são questões muito discutidas. Como norma geral, recomenda-se repouso relativo até praticamente a normalização das aminotransferases, liberando-se progressivamente o paciente para atividades físicas. Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser mais agradável para o paciente anorético. De forma prática, deve ser recomendado que o próprio paciente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool, que deve ser suspensa por seis meses, no mínimo, preferencialmente, por um ano. As drogas consideradas “hepatoprotetoras”, associadas ou não a complexos vitamínicos, não tem nenhum valor terapêutico. A administração de vitamina K durante um a três dias pode ser recomendada nos casos de queda da atividade de protrombina devido à absorção intestinal inadequada desta vitamina. A administração de corticosteróide é totalmente contra-indicada. 
          As duas primeiras consultas terão um intervalo de duas semanas para acompanhamento clínico, independente de resultado de exames. As consultas subseqüentes devem ser realizadas a intervalos de quatro semanas, acompanhadas de seguimento laboratorial com dosagem de aminotransferases, tempo de protrombina, bilirrubinas e albumina com o mesmo intervalo, até a detecção de duas dosagens normais com intervalo de quatro semanas. No início do acompanhamento, realiza-se adicionalmente a dosagem de gama-GT, fosfatase alcalina e proteínas totais e frações. Estes testes são repetidos a cada quatro semanas, ou em intervalos menores de acordo com o quadro clínico do paciente. O critério de alta inclui:

• Remissão dos sintomas, podendo persistir discreta adinamia e sintomas digestivos vagos;
• Normalização das bilirrubinas;
• Normalização do tempo de protrombina;
• Normalização das aminotransferases, com pelo menos duas dosagens normais com intervalo de quatro semanas,devido à possibilidade de recrudescência.

Hepatite Crônica

         É importante que no nível de atenção básica o atendimento seja, desde o início, voltado para ações simples que reduzam a chance de progressão para cirrose ou câncer de fígado, modificando ou desacelerando a história natural da doença. Nesse sentido a orientação para o não consumo de bebidas alcoólicas, prevenção da co-infecção com HIV, controle de distúrbios metabólicos como a hiperlipidemia, obesidade e diabetes são essenciais. Cabe diagnóstico precoce, adequado encaminhamento para nível de média ou alta complexidade, de acordo com a necessidade, e orientação para evitar a transmissão domiciliar – não compartilhamento de utensílios e objetos de higiene contaminados com sangue (escova de dente, barbeadores).
          Uma parcela dos casos de hepatite crônica necessitará de tratamento, cuja indicação baseia-se no grau de acometimento hepático observado por exame anátomopatológico do tecido hepático obtido por biópsia. O principal marcador de lesão hepática são as aminotransferases. Pacientes sem manifestações de hepatopatia e com aminotransferases normais devem ser avaliados clinicamente e repetir os exames a cada seis meses. O tratamento da hepatite B crônica está indicado nas seguintes situações:

• Idade superior a 2 anos;
• HBsAg (+) por mais de seis meses;
• HBeAg (+) ou HBV-DNA > 104 cópias/ml (fase de replicação);
• ALT/TGO > 2 vezes o limite superior da normalidade;
• Ter realizado, nos últimos 24 meses, biópsia hepática onde tenha sido evidenciada atividade necro-inflamatória de moderada a intensa (maior ou igual a A2 pela classificação Metavir ou atividade portal ou peri-septal grau 2 da classificação da Sociedade Brasileira de Patologia) e presença de fibrose de moderada a intensa (maior ou igual a F2 pelas classificações Metavir ou Sociedade Brasileira de Patologia); ausência de contra-indicação ao tratamento.

O tratamento da hepatite C crônica está indicado nas seguintes
situações:

a) Ser portador do vírus da hepatite C (HCV) identificado por detecção do RNA por técnicas moleculares de amplificação;
b) Ter realizado, nos últimos 24 meses, biópsia hepática onde tenha sido evidenciada atividade necro-inflamatória de moderada a intensa (maior ou igual a A2 pela classificação Metavir ou atividade portal ou
peri-septal grau 2 da classificação da Sociedade Brasileira de Patologia) e presença de fibrose de moderada a intensa (maior ou igual a F2 pelas classificações Metavir ou Sociedade Brasileira de Patologia);
c) Ter mais de 12 anos;
d) Ter contagem de plaquetas acima de 50.000/mm3 e de neutrófilos acima de 1.500/mm3.

Os pacientes poderão ser candidatos ao tratamento com interferon peguilado se estiverem enquadrados, além dos critérios gerais mencionados acima, nos seguintes critérios:

a) Ser portador do vírus da hepatite C do genótipo 1, utilizando-se técnicas de amplificação do RNA do HCV e posterior caracterização genotípica;
b) Ter realizado, nos últimos 24 meses, biópsia hepática onde tenha sido evidenciada atividade necro-inflamatória de moderada a intensa (maior ou igual a A2 pela classificação Metavir ou atividade portal ou peri-septal grau 2 da classificação da Sociedade Brasileira de Patologia) e presença de fibrose de moderada a intensa (maior ou igual a F2 pelas classificações Metavir ou Sociedade Brasileira de Patologia);
c) Ter entre mais de doze anos;
d) Ter contagem de plaquetas acima de 75.000/mm3 e de neutrófilos
acima de 1.500/mm3.

IMUNIZAÇÃO

 
Existem vacinas contra hepatite A e B e imunoglobulina contra hepatite
B. Não existe vacina ou imunoglobulina contra hepatite C, o que
reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão
no domicílio e na comunidade, bem como entre populações
de risco acrescido, através de políticas de redução de danos.

Vacina contra hepatite A

A vacina de vírus inativado contra a hepatite A está disponível nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE)/SUS para as seguintes situações:

• Pessoas com hepatopatias crônicas, suscetíveis à hepatite A;
• Receptores de transplantes alogênicos ou autólogos, após transplante de medula óssea;
• Candidatos a receber transplantes autólogos de medula óssea, antes da coleta, e doadores de transplante alogênico de medula óssea;
• Doenças que indicam esplenectomia.

A imunização contra a hepatite A é realizada em duas doses, com intervalo
de 30 dias entre elas.

Vacina contra hepatite B

A vacina contra hepatite B está disponível no SUS para as seguintes situações:
Faixas etárias específicas:

• Menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto;
• Crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade.

Para todas as faixas etárias:

Doadores regulares de sangue;
• Populações indígenas;
• Comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B;
• Portadores de hepatite C;
• Usuários de hemodiálise;
• Politransfundidos;
• Hemofílicos;
• Talassêmicos;
• Portadores de anemia falciforme;
• Portadores de neoplasias;
• Portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos);
• Usuários de drogas injetáveis e inaláveis;
• Pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc); carcereiros de delegacias e penitenciárias;
• Homens que fazem sexo com homens;
• Profissionais do sexo;
• Profissionais de saúde;
• Coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;
Bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate.

         Em recém-nascidos, a primeira dose da vacina deve ser aplicada logo após o nascimento, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão vertical. Caso isso não tenha sido possível, iniciar o esquema o mais precocemente possível, na unidade neonatal ou na primeira visita ao Posto de Saúde. A vacina contra hepatite B pode ser administrada em qualquer idade e simultaneamente com outras vacinas do calendário básico.
          A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses). Algumas populações como imunocomprometidos, portadores de insuficiência renal em programas de hemodiálise e alguns bebês prematuros, devem fazer uso de esquemas especiais.

Imunoglobulina Humana anti-hepatite tipo B

A imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB), disponível nos CRIE, é indicada para pessoas não vacinadas, após exposição ao vírus da hepatite B, nas seguintes situações:

• Vítimas de abuso sexual;
• Comunicantes sexuais de caso agudo de hepatite B;
• Vítimas de exposição sangüínea (acidente pérfuro-cortante ou exposição de mucosas), quando o caso fonte for portador do HBV ou de alto risco;
• Recém-nascidos de mãe sabidamente portadora do HBV.Pacientes que receberam a IGHAHB devem iniciar ou completar o esquema de imunização contra a hepatite B

Equipe:
Aléxa Sabrina Vieira
Ana Thaline Pereira
Regina Mara Bezerra





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

terça-feira, 3 de maio de 2011

Histórico e tratamento de pacientes com hipertenção

  A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.
Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.
Considera-se hipertenso os indivíduos que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiências renal e cardíacas, etc. O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.

Classificação

A finalidade de classificações de pressão arterial é determinar grupos de pacientes que tenham características comuns, quer em termos de diagnóstico, de prognóstico ou de tratamento. Esta classificações são embasadas em dados científicos, mas são em certo grau arbitrárias. Numerosas sociedades científicas tem suas classificações próprias.
  • Classificação das Sociedade Européia de Hipertensão e Sociedade Européia de Cardiologia
PREVENÇÃO

A prevenção é o processo de evitar o surgimento de uma situação. Como a pressão arterial tende a aumentar com a idade com as alterações vasculares que acompanham o envelhecimento, pode-se questionar se a hipertensão arterial é prevenível. Mas existem medidas que podem postergar este aumento de pressão. Estas medidas devem ser chamadas de medidas preventivas, mesmo que não impeçam, mas retardem o surgimento da hipertensão arterial. Neste contexto, são medidas preventivasAlimentação saudável.
Em algumas situações específicas, com alto risco de doença cardiovascular, pode ser considerado o uso de medicamentos para a prevenção da Hipertensão.

Fatores de risco de Hipertensão

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:
  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade. Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.
  • Etnia: Mulheres afrodescendentes tem risco maior de hipertensão que mulheres caucasianas.
  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico tem maior chance de desenvolver hipertensão.
  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal, maior o risco da doença.
  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.
  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.
  • Sedentarismo: O baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença
Diagnóstico
·        
·         Um esfigmomanômetro e um estetoscópio, equipamentos utilizados para aferir a pressão arterial.
·         A medida da pressão arterial deve ser realizada apenas com aparelhos confiáveis.[11]
·         Para medi-la, o profissional envolve um dos braços do paciente com o esfigmomanômetro, que nada mais é do que uma cinta larga com um pneumático interno acoplado a uma bomba de insuflação manual e um medidor desta pressão. Ao insuflar a bomba, o pneumático se enche de ar e causa uma pressão no braço do paciente, pressão esta monitorada no medidor. Um estetoscópio é colocado sobre a artéria braquial (que passa na face interna medial do cotovelo). Estando o manguito bem insuflado, a artéria estará colabada pela pressão exercida e não passará sangue na artéria braquial. Não haverá ruído algum ao estetoscópio. Libera-se, então, a saída do ar pela bomba, bem devagar e observando-se a queda da coluna de mercúrio no medidor. Quando a artéria deixa de estar totalmente colabada um pequeno fluxo de sangue inicia sua passagem pela artéria provocando em ruído de esguicho (fluxo turbilionar). Neste momento anota-se a pressão máxima (sistólica). O ruído persistirá até que o sangue passe livremente pela artéria, sem nenhum tipo de garroteamento (fluxo laminar). Verifica-se no medidor este momento e teremos a pressão mínima (pressão diastólica). Em geral, medimos a pressão em milímetros de mercúrio (mmHg), sendo normal uma pressão diastólica (mínima) entre 60 e 80 mmHg (6 a 8 cmHg) e pressão sistólica entre 110 e 140 mmHg (11 a 14 cmHg) (cmHg = centímetros de mercúrio).

                   Sintomatologia


A hipertensão arterial é considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados quaisquer sintomas no paciente. Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais. Esta falta de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça de tomar o seu medicamento ou até mesmo questione a sua necessidade, o que leva a grande número de complicações.

Tratamento


Embora não exista cura para a Hipertensão Arterial , é possível um controle eficaz, baseado quer na reformulação de hábitos de vida, quer em medicação, permitindo ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Medidas não farmacológicas


Certas medidas não relacionadas a medicamentos são úteis no manejo da Hipertensão Arterial, tais como

Nos casos que necessitam de medicamentos, são utilizadas várias classes de fármacos, isolados ou associados. Entre outras possibilidades à disposição dos pacientes sob prescrição médica, encontram-se:
o    Drogas de ação central
o    Drogas de ação intermediária
§  Bloqueadores ganglionares
§  Bloqueadores pós-ganglionares
Drogas de ação periférica
MEMBROS:

Adriana Nunes
Luiza Fernandes